Este blog tem por objetivo compartilhar idéias e experiências nas lides benditas da Evangelização, amor de nossa atual encarnação.
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

História Ilustrada sobre Perdão - Com Bezerra de Menezes

Não Perdoar



Bezerra de Menezes, já devotado à Doutrina Espírita, almoçava, certa feita, em casa de Quintino
Bocaiúva, o grande republicano, e o assunto era o Espiritismo, pelo qual o distinto jornalista passara a
interessar-se.
Em meio da conversa, aproxima-se um serviçal e comunica ao dono da casa:
- Doutor, o rapaz do acidente está aí com um policial.
Quintino, que fora surpreendido no gabinete de trabalho com um tiro de raspão, que, por pouco, não
lhe atingiu a cabeça, estava indignado com o servidor que inadvertidamente fizera o disparo.
- Mando-o entrar – ordenou o político.


— Doutor – roga o moço preso, em lágrimas – perdoe o meu erro! Sou pai de dois filhos ...
Compadeça-se! Não tinha qualquer má intenção ... Se o senhor me processar, que será de mim? Sua
desculpa me livrará! Prometo não mais brincar com armas de fogo! Mudarei de bairro, não incomodarei o
senhor!...
O notável político, cioso da própria tranqüilidade, respondeu:
— De modo algum. Mesmo que o seu ato tenha sido de mera imprudência, não ficará sem punição.

Percebendo que Bezerra se sentia mal, vendo-o assim encolerizado, considerou, à guisa de resposta
indireta:
— Bezerra, eu não perdôo, definitivamente não perdôo...
Chamado nominalmente à questão, o amigo exclamou desapontado:
— Ah! Você não perdoa!
Sentindo-se intimamente desaprovado, Quintino falou, irritado:
— Não perdôo. E você acha que estou fora do meu direito?
O Dr. Bezerra cruzou os braços com humildade e respondeu:
— Meu amigo, você tem plenamente o direito de não perdoar, contanto que você não erre.


A observação penetrou Quintino como um raio.
O grande político tomou um lenço, enxugou o suor que lhe caia em bagas, tornou à cor natural, e,
após refletir alguns momentos, disse ao policial:
— Solte o homem. O caso está liquidado.
E para o moço que mostrava profundo agradecimento:
— Volte ao serviço hoje mesmo, e ajude na copa.
Em seguida, lançou inteligente olhar para Bezerra, e continuou a conversação no ponto em que
haviam ficado.
Almas em Desfile, cap. 16.
Hilário Silva (Espírito)
Chico Xavier (médium)


sexta-feira, 22 de abril de 2011

História: O tesouro Oculto

LIVRO: ALMAS EM DESFILE – HILÁRIO SILVA


CAPÍTULO 7 - O TESOURO OCULTO

José Cardoso freqüentava as sessões espíritas da casa de Albuquerque, desde alguns meses.
Persistente, por várias vezes submetera delicadas questões a Benício, o mentor espiritual.
Benício, paciente, atendia sempre, procurando encorajá-lo nas tarefas do bem.
Agora, no entanto, em sucessivas reuniões Cardoso insistia, mais teimoso, com o amigo desencarnado, indagando por tesouros ocultos.
Debalde, os companheiros de sessão e o mentor espiritual tentaram dissuadi-lo do intento, mostrando a impropriedade da idéia que se lhe fizera obcecante.
O coitado queria descobrir ouro, desenterrar ouro. E repetia:
— Em nossa região já foram descobertos diversas arcas antigas e caldeirões recheados, em épocas diferentes. Aqui foi sede de mineração. Há muito ouro escondido... Existem Espíritos vigiando fortunas enormes. Poderíamos fazer muitas obras de caridade.
Certa noite, feriu novamente o assunto, e Benício falou:
— Meu irmão, fique tranqüilo. Sua petição é bem inspirada. Sua intenção é construtiva. Indicaremos caminho para um tesouro no chão.
Uma onda de espanto percorreu a pequenina assembléia. Companheiros entreolharam-se, assustadiços, receando estivesse ocorrendo qualquer mistificação.
Cardoso esfregou as mãos, contente. Renteou com o médium em transe. E o mentor explicou:
— Cardoso, busque o seu quintal. Além do pátio empedrado, depois da cozinha, você vê todos os dias grande mancha de terra escura, que a tiririca está envolvendo. Cave lá, meu amigo.
E, entre os amigos surpreendidos, Cardoso anotou imediatamente os dados. No outro dia, pela manhã, começou a cavar. Cavou até ficar exausto. Desapontado, não encontrou nenhum sinal de tesouro oculto.
Na reunião seguinte, interpela o benfeitor sobre o sucedido.
Bondoso, Benício esclarece:
— Você cavou muito bem. O caminho da riqueza está pronto.
E Cardoso interroga, aflito:
— Mas, como?!...
E o benfeitor espiritual:
— Plante na cova rasgada um pé taludo de laranjeira, regue-a, trate-a com amor e, em breve, você terá o tesouro que procura, porque uma laranjeira, Cardoso, é princípio de um laranjal...

Bem, eu ilustrei esta história da maneira que pude, utilizando outras figuras, agrupando... para contar para as crianças. Ficou bom.
Quem quiser o arquivo do Powerpoint com as ilustrações que fiz, deixa um coment com email que eu envio.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A Conta da Vida

A conta da vida

Quando Levindo completou vinte e um anos, a Mâezinha recebeu-lhe os amigos, festejou a data e solenizou o acontecimento com grande alegria.
No íntimo, no entanto, a bondosa senhora estava triste, preocupada.
O filho, até à maioridade, não tolerava qual­quer disciplina. Vivia ociosamente, desperdiçando o tempo e negando-se ao trabalho. Apren­dera as primeiras letras, a preço de muita dedi­cação materna, e lutava contra todos os planos de ação digna.
Recusava bons conselhos e inclinava-se, fran­camente, para o desfiladeiro do vício.
Nessa noite, todavia, a abnegada Mãe orou, mais fervorosa, suplicando a Jesus o encaminhasse à elevação moral. Confiou-o ao Céu, com lágrimas, convencida de que o Mestre Divino lhe ampararia a vida Jovem.
As orações da devotada criatura foram ouvi-das, no Alto, porque Levindo, logo depois de arrebatado pelas asas do sono, sonhou que era procurado por um mensageiro espiritual, a exibir largo documento na mão.
Intrigado, o rapaz perguntou-lhe a que devia a surpresa de semelhante visita.
O emissário fitou nele os grandes olhos e respondeu:
— Meu amigo, venho trazer-te a conta dos seres sacrificados, até agora, em teu proveito.
Enquanto o moço arregalava os olhos de assombro, o mensageiro prosseguia:
— Até hoje, para sustentar-te a existên­cia, morreram, aproximadamente, 2.000 aves, 10 bovinos, 50 suínos, 20 carneiros e 3.000 peixes diversos. Nada menos de 60.000 vidas do reino vegetal foram consumidas pela tua, relacionan­do-se as do arroz, do milho, do feijão, do trigo, das várias raízes e legumes. Em média calculada, bebeste 3.000 litros de leite, gastaste 7.000 ovos e comeste 10.000 frutas. Tens explorado farta-mente as famílias de seres do ar e das águas, de galinheiros e estábulos, pocilgas e redis. O preço dos teus dias nas hortas e pomares vale por uma devastação. Além disto, não relacio­namos aqui os sacrifícios maternos, os recursos e doações de teu pai, os obséquios dos amigos e as atenções dos vários benfeitores que te rodeiam. Em troca, que fizeste de útil? Não restituiste ainda à Natureza a mínima parcela de teu débito imenso. Acreditas, porventura, que o centro do mundo repousa em tuas necessidades individuais e que viverás sem conta nos domínios da Cria­ção? Produze algo de bom, marcando a tua pas­sagem pela Terra. Lembra-te de que a própria erva se encontra em serviço divino. Não permitas que a ociosidade te paralise o coração e desfigure o espírito!...
O moço, espantado, passou a ver o desfile dos animais que havia devorado e, sob forte espanto, acordou...
Amanhecera.
O Sol de ouro como que cantava em toda parte um hino glorioso ao trabalho pacífico.
Levindo escapou da cama, correu até à ge­nitora e exclamou:
— Mãezinha, arranje-me serviço! arranje-me serviço!...
— Oh! meu filho — disse a senhora num transporte de júbilo —, que alegria! como estou contente!... que aconteceu?
E o rapaz, preocupado, informou:
— Nesta noite passada, eu vi a conta da vida.
Daí em diante, converteu-se Levindo num homem honrado e útil.
Livro: Alvorada Cristã, Neio Lúcio

Clica nas imagens para vê-las maiores!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Livro Pai Nosso - O Efeito da Cólera

DESENHO Nº 01:

Um velho judeu, de alma torturada por pesados remorsos, chegou, certo dia, aos pés de Jesus, e confessou-lhe estranhos pecados.
Valendo-se da autoridade que detinha no passado, havia despojado vários amigos de suas terras e bens, arremessando-os à ruína total e reduzindo-lhes as famílias a doloroso cativeiro.
Com maldade premeditada, semeara em muitos corações o desespero, a aflição e a morte.
Achava-se, desse modo, enfermo, aflito e perturbado… Médicos não lhe solucionavam os problemas, cujas raízes se perdiam nos profundos labirintos da consciência dilacerada.


DESENHO Nº 02:

O Mestre divino, porém, ali mesmo, na casa de Simão Pedro, onde se encontrava, orou pelo doente e, em seguida, lhe disse:
— Vai em paz e não peques mais.
O ancião notou que uma onda de vida nova lhe penetrava o corpo, sentiu-se curado, e saiu, rendendo graças a Deus.


DESENHO Nº 03:

Parecia plenamente feliz, quando ao atravessar a extensa fila dos sofredores que esperavam pelo Cristo, um pobre mendigo, sem querer, pisou-lhe num dos calos que trazia nos pés.
O enfermo restaurado soltou um grito terrível e atacou o mendigo a bengaladas.
Estabeleceu-se grande tumulto.
Jesus veio à rua apaziguar os ânimos.
Contemplando a vítima em sangue, abeirou-se do ofensor e falou:


DESENHO Nº 04:

— Depois de receberes o perdão, em nome de Deus, para tantas faltas, não pudeste desculpar a ligeira precipitação de um companheiro mais desventurado que tu?
O velho judeu, agora muito pálido, pôs as mãos sobre o peito e bradou para o Cristo:
— Mestre, socorre-me!… Sinto-me desfalecer de novo… Que será isso?
Mas, Jesus apenas respondeu, muito triste:
— Isso, meu irmão, é o ódio e a cólera que outra vez chamaste ao próprio coração.
E, ainda hoje, isso acontece a muitos que, por falta de paciência e de amor, adquirem amargura, perturbação e enfermidade.
Meimei (Espírito)
(Do livro “Pai Nosso”, cap. VI, médium Chico Xavier).

Obs: Clique na imagem para vê-la em tamanho grande.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

História Ilustrada - A Tolerância Exemplificada

A TOLERÂNCIA EXEMPLIFICADA


DESENHO Nº 01:

Esta é D. Clélia Rocha, devotada missionária espírita, que fundou o “Lar Anália Franco”, em São Manuel, no Estado de São Paulo, há muitos anos.
Ela está em sérias dificuldades para manter o Lar.
Tentando angariar fundos de socorro, a abnegada senhora conduzia crianças, aqui e ali, em singelas atividades artísticas. Acordava almas, comovia corações, inclusive em cidades vizinhas.
E sustentava o laborioso período inicial da obra.


DESENHO Nº 02:

Certa noite, desembarcando em pequena cidade, foi alvo de injusta manifestação antiespírita. Apupos. Gritaria. Condenações.
D. Clélia, com o auxílio de pessoas bondosas, protege as crianças. Apesar da manifestação, mantem-se calma e confiante em Jesus.



DESENHO Nº 03:

Em meio à confusão, vê que um moço robusto se aproxima e, marcando-lhe a cabeça, atira-lhe uma pedra.
O golpe é violento. O sangue escorre, mas a operosa servidora do bem procede como quem desconhece o agressor, tolerando-lhe em nome de Jesus.
Medica-se depois.


DESENHO Nº 04:

Refeita do ferimento, fica na cidade, como servidora da mediunidade, ajudando a quem lhe pede. Acabava D. Clélia de atender a um doente em casa particular, quando entra senhora aflitíssima. É mãe. Tem um filho acamado com meningite e pede-lhe auxílio espiritual.
D. Clélia não vacila. Corre ao encontro do enfermo.


DESENHO Nº 05:

Quando chega à casa do doente fica surpreendida. O jovem acamado é que a ferira na estação. Febre alta. Inconsciência. A missionária desdobra-se em desvelo. Passes. Vigílias. Orações. Enfermagem carinhosa e cristã.


DESENHO Nº 06:

Ao fim de seis dias, o doente está salvo. Reconhece-a envergonhado e, no momento oportuno, beija-lhe respeitosamente as mãos e pergunta:
— A senhora me perdoa?
Ela, contudo, tolerante, disse apenas, com brandura:
— Deus te abençoe, meu filho.
Mas o exemplo de tolerância não ficou sem fruto, porque o moço recuperado fez-se valoroso militante da Doutrina Espírita e, ainda hoje, onde se encontra é denodado batalhador do Evangelho. Hilário Silva (Espírito) - Waldo Vieira (Médium)

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Atividade da História "Galinha Afetuosa"




Vocês se lembram que avisei no Blog de um curso que estava programado pelo 10º CRE (Conselho Regional Espírita) sobre as obras do Chico Xavier e Evangelização? Aqui, ó... Pois bem, a nossa querida Sônia Jácome mais equipe ficou responsável por uma oficina que trata de Histórias, como as do Livro "A Vida Fala", dentre outras. Foi ótimo.
O caso é que a nossa Sônia permitiu que eu postasse a atividade que ela usou para a história da "Galinha Afetuosa", que vou transcrever abaixo. Não é ótimo? Se quiserem a atividade, deixem aí um comentário com email que eu envio! São arquivos do Word...
A  GALINHA  AFETUOSA
Neio Lúcio 

Gentil galinha, cheia de instintos maternais, encontrou um ovo de regular tamanho e espalmou as asas sobre ele, aquecendo-o carinhosamente. De quando em quando, beijava-o, enternecida. Se saía a buscar alimento, voltava apressada, para que lhe não faltasse calor vitalizante. E pensava garbosa: - "Será meu pintainho! será meu filho!”.
Em formosa manhã de céu claro, notou que o filhotinho nascia robusto.
Criou-o, com todos os cuidados. No entanto, em dourado crepúsculo de verão, viu-o fugir pelas águas de um lago, sobre as quais deslizava contente. Chamou-o, como louca, mas não obteve resposta. O bichinho era um pato arisco e fujão.
A galinha, desalentada por haver chocado um ovo que lhe não pertencia à família, voltou muito triste, ao velho poleiro; todavia, decorrido algum tempo e encontrando outro ovo, repetiu a experiência.
Nova criaturinha frágil veio à luz. Protegeu-a, com ternura, dedicou-se ao filho com todas as forças, mas, em breve, reparou que não era um pintainho qual fora, ela mesma, na infância. Tratava-se dum corvo esperto que a deixou em doloroso abatimento, voando a pleno céu, para juntar-se aos escuros bandos de aves iguais a ele.
A desventurada mãe sofreu muitíssimo. Entretanto, embora resolvida a viver só, foi surpreendida certo dia, por outro ovo, de delicada feição. Recapitulou as esperanças maternas e chocou-o. Dentro em pouco, o filhote surgia. A galinha afagou-o, feliz, com o transcurso de algumas semanas, observou que o filho já crescido perseguia ratos à sombra. Durante o dia, dava mostras de perturbação e cego; no entanto, em se fazendo a treva, exibia olhos coruscantes que a amedrontavam. Em noite mais escura, fugiu para uma torre muito alta e não mais voltou. Era uma coruja nova, sedenta de aventuras.
A abnegada mãe chorou amargamente. Porém, encontrando outro ovo, buscou ampará-lo. Aninhou-se, aqueceu-o e, findos trinta dias, veio à luz corpulento filhote. A galinha ajudou-o como pôde, mas, em breve, o filho revelou crescimento descomunal. Passou a mirá-la de alto a baixo. Fêz-se superior e desconheceu-a. Era um pavãozinho orgulhoso que chegou mesmo a maltratá-la.
A carinhosa ave, dessa vez, desesperou em definitivo. Saiu do galinheiro gritando e dispunha-se a cair nas águas de rio próximo, em sinal de protesto contra o destino, quando grande galinha mais velha a abordou, curiosa, a indagar dos motivos que a segregavam em tamanha dor.
A mísera respondeu, historiando o próprio caso.
A irmã experiente estampou no olhar linda expressão de complacência e considerou, cacarejando:
- Que é isto amiga? não desespere. A obra do mundo é de Deus, nosso Pai. Há ovos de gansos, perus, marrecos, andorinhas e até de sapos e serpentes, tanto quanto existem nossos próprios ovos. continue ajudando em nome do Poder Criador; entretanto, não se prenda aos resultados do serviço que pertencem a Ele e não a nós, mesmo porque a escada para o Céu é infinita e os degraus são diferentes. Não podemos obrigar os outros a serem iguais a nós, mas é possível auxiliar a todos, de acordo com as nossas possibilidades. Entendeu?
A galinha sofredora aceitou o argumento, resignou-se e voltou mais calma, ao grande parque avícola a que se filiava.
O caminho humano estende-se, repleto de dramas iguais a este. Temos filhos, irmãos e parentes diversos que de modo algum se afinam com as nossas tendências e sentimentos. Trazem consigo inibições e particularidades de outras vidas que não podemos eliminar de pronto. Estimaríamos que nos dessem compreensão e carinho, mas permanecem imantados a outras pessoas e situações, com as quais assumiram inadiáveis compromissos. De outras vezes, respiram noutros climas evolutivos.
Não nos aflijamos, porém.
A cada criatura pertence à claridade ou a sombra, a alegria ou a tristeza do degrau em que se colocou.
Amemos sem o egoísmo da posse e sem qualquer propósito de recompensa, convencidos de que Deus fará o resto.

 Do livro Alvorada cristã. Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Ah, eu tenho um arquivo do PowerPoint onde montei a história ilustrada para levar na evangelização. Não são as mesmas figuras da atividade da Sônia não, mas se quiserem... Deixa aí um comentário com email.
Olha uma das imagens aí em cima.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A Caridade Perfeita - Evangelho Segundo o Espiritismo

Quem é esta mulher de ar distinto, de traje tão simples, embora bem cuidado, e que traz em sua companhia uma mocinha tão modestamente vestida? Entra numa casa de sórdida aparência, onde sem dúvida é conhecida, pois que à entrada a saúdam respeitosamente. Aonde vai ela? Sobe até a mansarda, onde jaz uma mãe de família cercada de crianças. À sua chegada, refulge a alegria naqueles rostos emagrecidos. E que ela vai acalmar ali todas as dores. Traz o de que necessitam, condimentado de meigas e consoladoras palavras, que fazem que os seus protegidos, que não são profissionais da mendicância, aceitem o benefício, sem corar. O pai está no hospital e, enquanto lá permanece, a mãe não consegue com o seu trabalho prover às necessidades da família. Graças à boa senhora, aquelas pobres crianças não mais sentirão frio, nem fome; irão à escola agasalhadas e, para as menorzinhas, o leite não secará no seio que as amamenta. Se entre elas alguma adoece, não lhe repugnarão a ela, à boa dama, os cuidados materiais de que essa necessite. Dali vai ao hospital levar ao pai algum reconforto e tranqüilizá-lo sobre a sorte da família. No canto da rua, uma carruagem a espera, verdadeiro armazém de tudo o que destina aos seus protegidos, que todos lhe recebem sucessivamente a visita. Não lhes pergunta qual a crença que professam, nem quais suas opiniões, pois considera como seus irmãos e filhos de Deus todos os homens. Terminado o seu giro, diz de si para consigo: Comecei bem o meu dia. Qual o seu nome? Onde mora? Ninguém o sabe. Para os infelizes, é um nome que nada indica; mas é o anjo da consolação. A noite, um concerto de benções se eleva em seu favor ao Pai celestial: católicos, judeus, protestantes, todos a bendizem.
Por que tão singelo traje? Para não insultar a miséria com o seu luxo. Por que se faz acompanhar da filha? Para que aprenda como se deve praticar a beneficência. A mocinha também quer fazer a caridade. A mãe, porém, lhe diz: "Que podes dar, minha filha, quando nada tens de teu? Se eu te passar às mãos alguma coisa para que dês a outrem, qual será o teu mérito? Nesse caso, em realidade, serei eu quem faz a caridade; que merecimento terias nisso? Não é justo. Quando visitamos os doentes, tu me ajudas a tratá-los. Ora, dispensar cuidados é dar alguma coisa.
Não te parece bastante isso? Nada mais simples. Aprende a fazer obras úteis e confeccionarás roupas para essas criancinhas. Desse modo, darás alguma coisa que vem de ti.” É assim que aquela mãe verdadeiramente cristã prepara a filha para a prática das virtudes que o Cristo ensinou. E espírita ela? Que importa!
Em casa, é a mulher do mundo, porque a sua posição o exige. Ignoram, porém, o que faz, porque ela não deseja outra aprovação, além da de Deus e da sua consciência. Certo dia, no entanto, imprevista circunstância leva-lhe a casa uma de suas protegidas, que andava a vender trabalhos executados por suas mãos. Esta última, ao vê-la, reconheceu nela a sua benfeitora. "Silêncio! ordena-lhe a senhora. Não o digas a ninguém." Falava assim Jesus.
(O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 13 item 4)

Observações: Me desculpem não saber a fonte desses desenhos tão lindos. Os tenho bem antes de fazer blog e não anotei de onde tirei. Se alguem souber e quiser me dizer, cito aqui, com todo prazer.
As figuras estão em tamanho pequeno, mas são grandes. Basta clicar sobre elas para ver maior.
Se quiserem, tenho elas já em um arquivo do Powerpoint, grandes. Basta deixar um comentário com email que eu envio.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

História Ilustrada - A Força do Exemplo


A FORÇA DO EXEMPLO

ILUSTRAÇÃO Nº 1
José do Espírito Santo, modesto espírita de Nilópolis, Estado do Rio, falava à porta do Centro, a pequeno grupo de amigos:
– Sim, meus irmãos, a caridade é a maior bênção...


 
ILUSTRAÇÃO Nº 2

Nisso, passam dois estudantes, ouvem breves trechos da palestra e avançam conversando:
– Você ouviu? Todo espírita é só “fachada”!
– Realmente. Fazem as coisas “para inglês ver.”


 
ILUSTRAÇÃO Nº 3
Logo depois, os rapazes deparam com infeliz mendigo. Pálido e doente. Sem paletó. Camisa em frangalhos. Pele à mostra.
A tiritar de frio, estende-lhes a mão magra.
Um dos estudantes dá-lhe alguns centavos.
Notam, então, que José do Espírito Santo vem vindo sozinho, pela rua. E um deles diz:
– Olhe! Lá vem o “tal”! Aposto que não dará nada a esse homem.
– Sim. Vamos ver. Afastemos um pouco, senão ele vai querer “fazer cartaz.”


ILUSTRAÇÃO Nº 4
Os dois jovens ficaram escondidos na esquina, um pouco adiante.
O pedinte roga auxílio.
José chega junto dele e o abraça, fraterno.
Em seguida, apalpa os bolsos e exclama:
– Infelizmente, meu amigo, estou sem um níquel...
Os jovens entreolham-se, rindo... Um deles recorda:
– Não lhe disse?

ILUSTRAÇÃO Nº 5
O espírita condoeu-se, vendo a nudez do homem que tremia de frio. Deitou um olhar em torno para ver se estava sendo observado.
Sentiu a rua deserta.
Num gesto espontâneo, tirou o suéter e, em manga-de-camisa, vestiu-o no companheiro boquiaberto, mas encantado.
A seguir, disse com simplicidade:
– Meu amigo, é só isso que tenho hoje. Volte aqui mesmo amanhã.
E apressou o passo para frente, enquanto o necessitado sorria, feliz.

ILUSTRAÇÃO Nº 6
No outro dia, os dois estudantes entravam no templo espírita, motivados pelo exemplo do espírita.

Obs: Para abrir as figuras em tamanho maior, basta clicar em cima delas.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O Médico e o Fiscal

O  MÉDICO  E  O  FISCAL  


 — Se possível, acelere um pouco a marcha.
Era o abnegado médico espírita, Dr. Militão Pacheco, que rogava ao amigo que o conduzia por gentileza.E acrescentava:

— O caso é crupe.

O companheiro ao volante aumentou a velocidade, mas, daí a momentos, um fiscal apitou. O carro atendeu com dificuldade e, talvez por isso, a motocicleta do guarda sofreu pequeno choque sem conseqüências. O policial, porém, não estava num dia feliz e o Dr. Pacheco com o amigo receberam uma saraivada de palavrões.
Notando que não reagiam, o funcionário fez-se mais duro e declarou que não se conformava apenas com a multa. Os infratores estavam detidos. O Dr. Pacheco deu-lhe razão e informou que realmente seguiam com pressa para socorrer um menino sem recursos, rogando, humilde, para que a entrevista com a autoridade superior fosse adiada.

— Se o senhor é médico — disse o interlocutor, com ironia —, deve proceder disciplinadamente, sem sair do regulamento. Para ser franco, se eu pudesse, meteria os dois, agora, no xadrez.

Embora o amigo estivesse rubro de indignação, o Dr. Pacheco, benevolente, fez uma proposta. O guarda deixaria, por alguns instantes, o veículo, e seguiria com eles no carro, mantendo vigilância. Depois do socorro ao doentinho, segui-lo-iam para onde quisesse. Havia tanta humildade na súplica, que o fiscal concordou, conquanto repetisse asperamente os insultos.

— Aceito — exclamou —, e verificarei por mim mesmo. Ando saturado de vigaristas. E creio que, se estão agindo com mentira, hoje dormirão no Distrito.

A motocicleta foi confiada a um colega de serviço e o homem entrou, seguindo em silêncio. Rua aqui, esquina acolá, dentro em pouco o carro atingiu modesta residência na Lapa, em S. Paulo. Os três entram por grande portão e caminham até encontrar esburacado casebre nos fundos. Mas, ao ver o menino torturado de aflição nos braços de infeliz mulher, o bravo fiscal, com grande assombro dos circunstantes, ficou pálido e com os olhos rasos de água. O petiz agonizante e a jovem senhora sem recursos eram seu próprio filhinho e a sua própria esposa que ele havia abandonado dois anos antes... 

Livro: “Almas em Desfile” Psicografia: Francisco C. Xavier e Waldo Vieira Espírito: Hilário Silva 

Obs: Clique na figura para ver em tamanho maior.

terça-feira, 6 de abril de 2010

HISTÓRIA: PÁGINA DE ANÁLIA - LIVRO: A VIDA ESCREVE

DESENHO Nº 01:


À doente que se queixava em desespero, perguntou a senhora que lhe velava o leito:

— Permita que eu leia para seu conforto algum trecho de Allan Kardec?

— Deus me livre! – gritou a enferma, cuspindo-lhe aos pés.

Ainda assim, as mãos abnegadas da companheira continuaram ajeitando-lhe os lençóis…

— Quero água! – exigiu a doente.

DESENHO Nº 02

A amiga trouxe-lhe água pura e fresca.
De copo às mãos, a enferma, num ímpeto, aturou-lhe todo o líquido à face, vociferando:

— Água imunda!… como se atreve a tanto? Quero outra!

Paciente e humilde, a senhora enxugou o rosto e, em seguida, trouxe mais água.

DESENHO Nº 03:

— Quero Chá.

E o chá surgiu logo.

— Chá mal feito! Chá frio!

O conteúdo da taça projetado ao peito da enfermeira, ensopando-lhe a blusa.

— Traga chá quente!

Foi a ordem obedecida.

— Você aceita agora o remédio? — indagou a assistente.

— Que venha depressa.

DESENHO Nº 04:

Ao tomar, contudo, a poção, a dama inconformada agarra a colher e vibra um golpe no braço da amiga. Surge pequeno ferimento, mostrando sangue.
E a enferma cai em crise de lágrimas. Chora, chora e depois diz:

— Anália, se a religião espírita que você abraçou é a que lhe ensina a me suportar com tanta calma e paciência, leia o que quiser.
A interpelada sentou-se, tomou “O Evangelho segundo o Espiritismo” e leu a formosa página intitulada “A Paciência”, no capítulo IX, que começa afirmando: “A dor é uma bênção que Deus envia aos seus eleitos…”

DESENHO Nº 05:

Acalmou-se a doente, que acabou aceitando o socorro do Passe e o benefício da água fluida.
Conversaram ambas. A enferma, asserenada, ouviu da companheira os planos que arquitetava para o futuro, em benefício dos meninos abandonados à rua.
No dia seguinte, ao despedir-se, a obsidiada em reequilíbrio beijava-lhe as mãos e vada-lhe os primeiros dois contos de reis para começar a grande obra.
Essa enfermeira admirável de carinho e devotamento era Anália Franco, a heroína espírita paulista, que se fez sublime benfeitora das criancinhas desamparadas.

Hilário Silva (Espírito)
Chico Xavier (Médium)

Observação: Clique na imagem que ela aparece maior. Ou deixe um comentário com email, que envio as imagens!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Parábola do Semeador

A PARÁBOLA DO SEMEADOR
EVANGELHO DE LUCAS, CAP. 8


1 E ACONTECEU, depois disto, que andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e os doze iam com ele,

2 E algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios;

3 E Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com seus bens.

4 E, ajuntando-se uma grande multidão, e vindo de todas as cidades ter com ele, disse por parábola:

5 Um semeador saiu a semear a sua semente e, quando semeava, caiu alguma junto do caminho, e foi pisada, e as aves do céu a comeram;

6 E outra caiu sobre pedra e, nascida, secou-se, pois que não tinha umidade;

7 E outra caiu entre espinhos e crescendo com ela os espinhos, a sufocaram;

8 E outra caiu em boa terra, e, nascida, produziu fruto, a cento por um. Dizendo ele estas coisas, clamava: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

9 E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Que parábola é esta?

10 E ele disse: A vós vos é dado conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros por parábolas, para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam.

11 Esta é, pois, a parábola: A semente é a palavra de Deus;

12 E os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não se salvem, crendo;

13 E os que estão sobre pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas, como não têm raiz, apenas crêem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam;

14 E a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram e, indo por diante, são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição;

15 E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom, e dão fruto com perseverança.

16 E ninguém, acendendo uma candeia, a cobre com algum vaso, ou a põe debaixo da cama; mas põe-na no velador, para que os que entram vejam a luz.

17 Porque não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir à luz.

18 Vede, pois, como ouvis; porque a qualquer que tiver lhe será dado, e a qualquer que não tiver até o que parece ter lhe será tirado.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Cura de Um Leproso

CURA DE UM LEPROSO (Lucas 5:12 a 14)


"E aconteceu que, quando estava numa daquelas cidades, eis que um homem cheio de lepra, vendo a Jesus, prostrou-se sobre o rosto, e rogou-lhe, dizendo: Senhor, se quiseres, bem podes limpar-me.
E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, sê limpo. E logo a lepra desapareceu dele.
E ordenou-lhe que a ninguém o dissesse. Mas vai, disse, mostra-te ao sacerdote, e oferece, pela tua purificação, o que Moisés determinou, para que lhes sirva de testemunho."
Esta passagem do Evangelho é muito boa para se usar em uma aula de Passe, por exemplo.
As figuras estão em tamanho menor aqui, mas é só clicar em cima delas que ficam grandes, aí você pode copiar. Caso não consiga ou tenha algum problema, deixa um comentário com email que eu envio.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Livro Jesus No Lar, cap. 1: O Culto Cristão no Lar

Estou, neste momento solene, inaugurando um novo marcador: Histórias Ilustradas (Posso ouvir a manifestação efusiva de regozijo geral, em meu cérebro), porque observei que tenho muitas ilustrações de histórias espíritas ou de Parábolas, cujos anjos não tem asas, Jesus não tem auréula, etc. Ou seja, estão muito coerentes para usar-se na evangelização espírita. Não é bom?
Ah, é bom que se diga que não tenho a menor das menores idéias de onde foi que tirei muitas das figuras, pois algumas estão em meus arquivos a anos. Mas se alguém quiser me ajudar a colocar os devidos créditos, por gentileza, me informem a fonte que eu coloco.
Vamos à primeira, cuja primeira figura está lá em cima:

"Jesus relanceou o olhar pela sala modesta da casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, imprimindo novo rumo à conversação, falou com bondade:

— Simão Pedro, a mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela recebes do Senhor o alimento de cada dia. O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Por que não instalar, ao redor dela, a conversação elevada que alimenta o Espírito?
— Mestre, disse Simão Pedro, seja feito como desejas.
Então, Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro Culto Cristão no Lar.
Continuou Jesus:

— Simão Pedro, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada dia?
O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:
— Mestre, naturalmente, escolhemos os peixes melhores... Ninguém compra os resíduos da pesca.



Jesus sorriu e continuou com o diálogo.
— E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?

— Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote; o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.


Jesus continuando o diálogo, aduziu:
— Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da Alma. Se o negociante seleciona a sua mercadoria, e o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira, como esperar uma comunidade segura e tranqüila, sem que o lar se aperfeiçoe. A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendermos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se não nos habituarmos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante? — concluiu Jesus.
E, assim, ficou estabelecido o primeiro Culto Cristão no Lar, na Terra."

Não são lidas as imagens? Só imprimir grande e colorir que fica muito bom! Colocando uma cartolina ou papel cartão em volta para fazer moldura, então, fica ótimo!
As figuras estão em tamanho menor, mas é só clicar nelas que se abrem maiores. Se não der, deixa um comentário com email que eu mando as figuras.