Este blog tem por objetivo compartilhar idéias e experiências nas lides benditas da Evangelização, amor de nossa atual encarnação.
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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Evite... Proporcione...

Sempre bom lembrar algumas advertências e dicas sobre a vivência na sala de evangelização, certo? Vamos anotar algumas dicas muito úteis:

EVITE


 
  • CHEGAR À SALA DEPOIS DOS ALUNOS
  •  ABANDONAR A SALA AO LONGO DO ANO
  •  DEIXAR A SALA SEM EVANGELIZADOR
  •  A OCIOSIDADE DO EVANGELIZANDO NA SALA.
  •  REALIZAR AULA SEM PREPARAÇÃO DOS MATERIAIS
  •  FAZER PELO EVANGELIZANDO O QUE ELE PODE FAZER SOZINHO
  •  COMBINAR ALGO QUE NÃO POSSA SER CUMPRIDO
  •  IMPROVISAÇÃO OU DESPREPARO, CONFIANDO APENAS NA ESPIRITUALIDADE

  

 
PROPORCIONE:

 
  • SITUAÇÕES PARA O ALUNO VIVENCIAR OS CONCEITOS APRENDIDOS
  • TROCA DE EXPERIÊNCIA ENTRE EVANGELIZANDO E EVANGELIZADOR

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Evangelizando Ciclos Misturados

Esta semana, recebi muitos emails sobre evangelizadores cheios de dúvidas porque evangelizam crianças com idades misturadas. De 3 a 7, de 9 a 13, de 5 a 10... Foram várias as configurações e por motivos diversos: falta de trabalhadores, falta de espaço físico para dividir sala, falta de crianças (alguns casos tem uma criança de cada idade), principalmente quando se trata de evangelização de filhos de trabalhadores da casa. Que vergonha para nós!
Ah, não! Preciso colocar aqui alguns textos de conscientização aos Espíritas! Em algumas casas em que frequentemente vou, os EVANGELIZADORES NÃO LEVAM OS PRÓPRIOS FILHOS! É como uma pessoa que se candidata e nem ela vota nela! Completamente contraproducente.
Vamos lá:
"Os espíritos que se reencarnam em famílias espíritas já vêm para esse meio para receberem desde cedo o auxílio de que necessitam"
"Querer, pois, restringir a educação aos pais seria negar a existência da vida social, do progresso de relações em que os homens se completam uns aos outros pelo auxílio mutuo (...), negar a lei de justiça, amor e caridade."
"Não seria deixando a criança entrege a si mesma, a título de respeitar o seu livre-arbítrio, que a poderíamos conduzir à liberdade de consciência e à responsabilidade pessoa sustentadas pelo Espiritismo"
HERCULANO PIRES – LIVRO PEDAGOGIA ESPÍRITA
Vamos ao nosso assunto principal então: como evangelizar ciclos misturados?
Muito simples: evangelizando cada ciclo e cada criança dentro de cada ciclo. Como? Por exemplo, tenho crianças de 3, 5 e 10 anos. Ciclos muito diferentes. Preparo para os de 3, levando em conta as características da idade (Os de 3 por exemplo, normalmente são crianças muito ativas, não conseguem para muito tempo quietas no mesmo lugar, são muito sensórias, ou seja, utilizam bastante o tato e o paladar para aprenderem, têm certa dificuldade de compreender conceitos abstratos.).
Os de 3 e 5 exigem um tempo de teoria menor que os de 10. Então levo a evangelização preparada para mantê-los trabalhando todo o tempo, enquanto levo a teoria adequada aos de 10. Manter a criança trabalhando não é colocá-la colorindo o tempo todo. Excelente usar atividades artísticas, mas dê preferência a tantas outras artes que existem, como colagem, montagem, etc. Atividades onde expressem o que compreenderam ou atividades onde possam aprender ou apreender mais sobre o tema. Enquanto isso, a aula se desenvolve aos maiores, na necessidade deles.
Devo, ainda, buscar integrar todas as crianças em algum momento da evangelização, com alguma atividade coletiva ou dinâmica. Principalmente aquelas onde os maiores irão ajudar os menores.
Em outras palavras: evangelizar ciclos separados vai exigir de mim um preparo muito maior do tema. Um estudo bem mais amplo, já que tenho que atender a várias necessidades, um bom conhecimento de minhas crianças, uma antecedência maior na hora de começar a preparar as atividades, dinâmicas, etc. O evangelizador deve buscar incessantemente conhecer melhor cada faixa etária, conversando com pessoas mais experientes, buscando conhecimentos básicos de psicologia e pedagogia (não disse que é preciso se formar não. Mas procurar conversar com amigos, profissionais, ler livros ou artigos...)
Dá trabalho! Mas tudo o que vale a pena dá trabalho. Tudo o que é realmente importante, dá trabalho. E com certeza, a alegria do dever cumprido, a paz que adquirimos, apesar de nossas dificuldades íntimas, quando sabemos que estamos fazendo tudo ao nosso alcance para desempenhar nossa tarefa, NÃO TEM PREÇO!

sexta-feira, 26 de março de 2010

O Simulador - Recurso que facilita!

No início de nossas lides como evangelizador, uma hora de evangelização parece uma eternidade! Expomos o tema em 15 minutos, damos uma atividade que as crianças fazem em 3 minutos (a atividade que a gente ficou a semana inteira fazendo...) e aí... Ai Jesus! As crianças se dispersam, fazem bagunça, umas choram querendo a mãe, outras sobem pelas paredes, outras querem fugir... Aí o evangelizador fica procurando papel para a criança desenhar, mas ela não quer desenhar porque já está desgastada. Se o evangelizador tenta voltar ao tema, quanto menor a criança, menos é possível intertê-la com a exposição por um tempo grande... Isso quando o evangelizador não fica inventando brincadeiras que nada tem a ver com o tema da aula, para distrair a criança. Aí vem a frustante pergunta: "Falta muito, tia, pra acabar?"
Pronto: no final da aula a criança sai correndo e dizendo "Graças a Deus que terminou", o evangelizador fica frustado, desanimado e desmotivado e a criança não quer voltar...
Muita gente coloca culpa nos espíritos desencarnados: A criança tá assim porque o suposto obsessor está pertubando para que ela não assista o conteúdo da evangelização... Bem, será que é isso mesmo, ou apenas faltou recurso para prender a atenção da criança durante o tempo da evangelização?

Fala a verdade: é o seu caso? Hum?
Então, os seus problemas se acabaram-se! Eis o Evangelizator Simulator Tabajara! Rsrs! Brincadeirinha. Eu quero dizer, eis o SIMULADOR, um grande aliado para preparar nossas aulas. Quem me ensinou esta técnica foi a querida Sônia Jácome, do 10º CRE, e mudou minha vida!
É o seguinte: pega o tempo de aula que você tem e coloque-o em um círculo, dividindo o tempo de 5 em 5 minutos, ou de 10 em 10, por exemplo. Então, você vai planejar o espaço de tempo de cada coisa que vai fazer na sala. Quer ver?
No exemplo da figura lá em cima vamos considerar uma aula de 2 horas. Coloquei esse tempo que alguns vão achar muito grande só para que vejamos que ainda fica curto quando bem planejado. Vamos dividir:
  • 15 Minutos de INTEGRAÇÃO. A integração serve para ajudar a criança a entrar no clima da evangelização. Ela vem agitada, as vezes desanimada... Aí o evangelizador, depois de dar um tempinho para a criança se acomodar e comprimentar os coleguinhas que não vê tem uma semana, pode cantar uma música ou fazer uma brincadeira, onde a criança se reconheça na evangelização e reconheça a evangelização como um momento especial! Claro que tudo tendo a ver com o tema. Por que ter integração? Davi responde: “Servi ao SENHOR com alegria; e entrai diante dele com canto.” – Salmos 100:2.
  • 25 Minutos de DINÂMICA. A dinâmica deve funcionar como uma introdução ao tema, com a participação do evangelizando. Pode ser feita, também, de maneira que evangelizando intua o tema da aula. Por que a dinâmica é um recurso importante? Anatole France responde: “Toda a arte de ensinar é apenas a arte de acordar a curiosidade natural nas mentes jovens, com o propósito de serem satisfeitas mais tarde.”
  • 20 Minutos de EXPOSIÇÃO. É a parte mais importante da aula e a que deve ser preparada com mais capricho. Para que a exposição seja mais eficiente, é sempre muito bom usar de recursos visuais para ajudar, como cartazes, figuras, etc. Quando vamos preparar a evangelização, primeiro preparamos a exposição. Depois, seguem os recursos que nos ajudarão a desenvolver melhor o tema. Tem gente fazendo o contrário: vai preparar a aula, començando escolhendo brincadeiras e dinâmicas e, por último estudando o conteúdo! Inquerente, não?  Lembremos de Jesus, cujo preparo para nos ensinar é inquestionável. Só de abrir a boca, já nos ensinava: “E, abrindo a sua boca, os ensinava”...  - Mateus 5:2
  • 20 Minutos de REFERÊNCIA PRÁTICA. É praticamente um prolongamento da exposição, porém, ilustrando o assunto de maneira que o evangelizando o entenda na prática e o fixe. O nome diz tudo: Referência Prática. Pode ser uma história, uma poesia, montagem, vivência dos grandes missionários, exemplos, comparações (sempre positivas, por favor)... Tem muito recurso que podemos usar. O mais comum é a história. Quando levar para os menores, use de desenhos, de imagens que ilustrem o tema. Faça vozes, gestos e trejeitos das personagens. Muito legal usar fantoches e bonecos. Cenários também são muito bons. É uma boa hora de lançar mão de recursos que sensibilizem alguns dos 5 sentidos das crianças. Jesus utilizou largamente o recurso da referência prática conosco: “E falou-lhe de muitas coisas por parábolas” Mateus 13:3
  • 20 Minutos de ATIVIDADE. Eis o momento do evangelizando se expressar. Vai ajudá-lo, também a fixar o tema, pois é a hora de praticar. O Evangelizando vai se espressar as vezes de maneira muito sutil e inconsciente. Cabe ao evangelizador observar e não se precipitar. Acalmar-se. A criança destruiu o papel que tinha a atividade. Manifestou raiva ou tristeza. Não quis participar da atividade. Empolgou-se. Estava quieta e derepente mudou o comportamento. Estava agitada e aquietou-se. Tudo isso são expressões. Claro que no caso de o evangelizador ter preparado o material de maneira adequada. Algumas manifestações das crianças são tão somente a resposta ao despreparo do evangeliador... As atividades podem ser jogos interativos, caça-palavras, quebra-cabeças, perguntas e respostas, brincadeiras coletivas, atividades artísticas como teatros, colagens, etc... Desde que seja um meio para que o evangelizando se expresse, são muitíssimos os recursos, sempre adequados à idade. Recurso muito usado por Jesus, de várias maneiras, seja com simples perguntas: “E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?” Lucas 10:26, ou com tarefas que eram dadas a cumprir. Dica: leve sempre um plano "B" e um "C" de atividades.
  • 10 Minutos de CONCLUSÃO. Hora de concluir, ou seja, fazer o fechamento de maneira que se fixe a idéia. Uma frase marcante de Jesus, dos espíritos como Emmanuel, Bezerra, frases de Kardec, são muito bons recursos. Desde que se escolha frases adequadas à idade do evangelizando e ao objetivo a que nos propomos. Deixa eu explicar. O tema família, por exemplo. E desenvolvemos colocando a importância da instituição familiar, da tolerância, da obediência, da compreensão. Aí vamos fechar o tema com a frase: "E o inimigo do homem nascerá dentro de sua própria casa". Ora, a frase é de Jesus, então incontestavelmente está correta. Porém, o objetivo a que me propus na exposição era outro ângulo da questão familiar, não este. Neste caso, a conclusão apagou tudo o que eu quis dizer na minha aula... Entendeu? Não nos percamos na hora de estudar. Vamos entender melhor observando Jesus: “E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás.” Lucas 10:28. Viu só?
  • 10 Minutos para AVALIAÇÃO. Não é avalização do evangelizando não. É avaliação da Evangelização, através do evangelizando. Vamos perceber se atingimos os objetivos a que nos propomos, se a aula deve ser repitida, se a didática foi eficiente. Também é uma boa hora para fazer algum relaxamento com as crianças, de maneira que saiam dentro do clima da evangelização. É a hora de dar a lembrancinha, também. É hora de praticar a ciência da Observação. “E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro” - Marcos 12:41.
Quando usamos o simulador, duas horas de evangelização são "fichinha"! Passa a ser pouco para o monte de coisas que queremos fazer.
Claro que o tempo é flexível, viu? As vezes a minha dinâmica é rápida e a integração é maior. Crianças muito pequenas pedem um tempo de exposição menor. Os maiores já pedem um tempo maior. Na pré mocidade, eu reservava mais ou menos 30 minutos de exposição, dependendo do tema. Tem evangelização que a gente não leva a dinâmica, por exemplo. O simulador é apenas um recurso, não um ditador! Serve para facilitar, não atrapalhar.
Experimentem! Eu tenho certeza que vai facilitar a vida.
Qualquer dúvida, fiquem a vontade de expor, para que possamos diluí-la juntos. Se for alguma coisa que eu não saiba responder, podem ficar tranquilos que eu peço ajuda aos "universitários", ou seja, aos mais experientes!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Metodos de Ensino

Uma das funções da evangelização infantil (e não a única como erroneamente supoem alguns) é ensinar Doutrina Espírita, já que admitimos que a Doutrina é uma ferramenta excelente para ajudar o espírito a vencer em sua atual encarnação.
E como toda instrução, necessitamos de métodos ou recursos que nos ajudem a transmitir o conteúdo de maneira eficiente, atingindo aos objetivos que nos propomos quando iniciamos a preparação de nossa evangelização.
Para nossa própria instrução, vamos colocar aqui alguns dados científicos sobre a maneira que retemos informações ou instruções:


Escuta, não ficou devidamente claro que, quanto mais sentidos usamos da criança e/ou jovens, mais eficiente será a interiorização dos conceitos que estaremos passando?
Os cinco sentidos de nossas crianças são importantes ferramentes que podemos e devemos nos utilizar. Seremos muito mais eficientes se buscarmos sensibilizar o máximo de sentidos da criança durante a evangelização (claro que de maneira coerente e equilibrada, já que a palavra usada aqui é "sensibilizar" e não "agredir"), levando-a a exteriorizar o que foi aprendido através destes mesmos sentidos que foram utilizados para o aprendizado.
Peraí, complicou?
Deixa eu dar um exemplo para ficar mais claro.
Uma aula em que o tema era família, por exemplo, nós mostramos várias frutas (com as cascas) e colocamos suas características gerais, por exemplo: o abacaxi tem a casca grossa e não convidativa, porém o interior é doce e muito apetitoso. Foi importante contrapor pontos positivos e aparentemente negativos.
Então, acrescentamos que somos como as frutas, nós as pessoas.
As crianças devidamente paramentadas com avental, toca de cozinha e crachá (eram crianças de até 5 anos) descascaram e picaram as frutas, com faquinhas de plástico ou, se mais difíceis, com a ajuda do evangelizador ou monitor. Enquanto isso, falávamos sobre como Jesus recomendou o amor ao próximo e que o próximo mais próximo é aquele que faz parte de nossa família. Depois de tudo picadinho, ainda mostramos algumas passagens evangélicas que tratam do assunto, como algumas figuras. Então, as crianças juntaram todas as frutas, e fizeram uma salada de frutas. Nós colocamos que, juntando todas as frutas a salada ficou muito gostosa. Assim é em nossa casa. As características pessoais de cada um faz a família ser a melhor escola, uma "mistura" que nos faz muito bem.
Levamos leite condensado e dissemos que é o amor ensinado por Jesus, que sempre adoça todas as relações.
Comemos alegremente!
Por mais que crianças dessa idade tenham uma certa dificuldade de compreender conceitos não concretos, foi muito bom e as crianças captaram sim, a idéia. Pudemos observar isso quando cada uma contou à mamãe e ao papai o que aconteceu na sala. "Mamãe, você é como a maçã"... Rsrs
Foram usados vários sentidos, certo? E a criança foi colocada para fazer, o que a gratifica imensamente.
Simplesmente amo trabalhar com oficinas, principalmente com os menores. É muito bom e as crianças vão para a evangelização muito satisfeitas. E eu garanto que não é por causa de uma salada de frutas, ou coisas do tipo, mas porque sabe que vai aprender e vai fazer na sala, de maneira divertida.
De vez em quando, vou contar outros exemplos aqui, pra comprovar a tese!